Em reunião com o GT de Comunicação do Consad, Guarany Pacheco revelou as estratégias da Secretaria de Comunicação do Estado para aproximar o governo dos cidadãos catarinenes

O Diretor de Novas Mídias e Secretário-Adjunto de Comunicação do Estado de Santa Catarina, Guarany Pacheco, apresentou a palestra “Atuando em rede: o case #SC”, aos assessores que integram o Grupo de Trabalho (GT) de Comunicação do Consad. O encontro aconteceu na quarta-feira, 12 de agosto, no Hotel Maria do Mar, em Florianópolis (SC), e contou com a presença dos jornalistas da Bahia, do Pará, do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.

Guarany comentou que o governo já possuía presença digital, mas foi só a partir de fevereiro deste ano é que passou a atuar fortemente nas redes. “Os canais não eram usados, necessariamente, de forma adequada. O Twitter era uma extensão do site. Fizemos um diagnóstico e constatamos que a mensagem do governo não chegava até as pessoas. Separamos rede digital de rede social”, explicou.

A primeira ação foi o alinhamento entre o gabinete do Governador, a Secretaria de Comunicação (Secom) e as 35 secretarias regionais, que passaram a ter uma identidade visual nas redes sociais, além de adotarem um nome padrão, como, por exemplo, Governo de Santa Catarina Regional Chapecó. “As pessoas começaram a ver a presença do governo de forma diferente, aumentado o número de interação e engajamento para cada postagem”, ressaltou ele.

Hoje, são quase 800 mil cidadãos em contato direto com o governo. O conteúdo produzido e disseminado é pensado de forma estratégica, com informação qualificada. Para tanto, a Secom conta com o apoio de 100 assessores de comunicação em todo o Estado. “O case mais expressivo é o da Defesa Civil, cuja fanpage era focada na agenda do antigo secretário e tinha 3 mil curtidas. Depois que mudou para a prestação de serviços, o número atingiu mais de 185 mil fãs”, disse Guarany.

Público qualificado
O Diretor de Novas Mídias também revelou que utiliza recursos do WhatsApp, e-mail e SMS para públicos distintos, divididos em três categorias: estratégico, interno e externo. Ele explicou que o grupo estratégico abrange secretários e adjuntos do primeiro escalão e presidentes de empresas governamentais, totalizando 100 pessoas. “Eles recebem informações para que possam defender o governo e saibam falar sobre o que está acontecendo no Estado com a imprensa”.

O público interno são aquelas pessoas que estão dentro das secretarias e atuam em duas frentes: cedem informações para a Secom e também trabalha o conteúdo na imprensa e nas redes sociais. Já o externo são presidentes de partido, vereados e empresários. Todos os grupos são customizados, escolhidos por afinidade, para poucas pessoas e que demandam informações muito específicas e segmentadas. No total, são quase 3 mil pessoas no WhastApp, administradas por quatro gestores.

Exemplo do Pará
A Presidente do Consad e Secretária de Estado da Administração do Pará, Alice Viana, contou a experiência do Pará, que tem o mesmo tipo de organização em rede e, atualmente, consegue ter uma informação unificada, em tempo real, para todo secretariado, de questões importantes do Estado. “Temos uma cultura forte de redes sociais e comunicação interna. Estamos aprendendo a cada dia se comunicar com a sociedade de forma diferente, de acordo com a necessidade. É um instrumento fantástico de alinhamento e integração”, frisou.

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